Você já notou que talvez nunca tenha conhecido um obeso de 80 anos?

A obesidade é um desafio crescente de saúde pública em todo o mundo, associada a várias condições médicas, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e hipertensão. Estudos indicam que há uma prevalência menor de obesidade entre idosos em comparação com adultos mais jovens e de meia-idade porque pessoas com obesidade severa podem perder até 10 anos de vida em comparação com indivíduos com peso saudável.
Por exemplo, pessoas moderadamente obesas podem perder cerca de 3 anos de vida, enquanto aquelas com obesidade extrema podem perder até 8 anos. Esses números variam conforme fatores como idade, gênero e presença de outras condições de saúde.
Embora seja aconchegante abraçar uma vovó mais gordinha, embora elas, teoricamente, cozinhem coisas gostosas, essa condição pode impactar significativamente a expectativa de vida dela e a forma como vai viver essa vida, principalmente.
Pensar sobre qualidade de vida é importantíssimo pois, conforme os anos avançam, nossa mobilidade naturalmente diminui; o metabolismo desacelera e perdemos massa muscular (sarcopenia), portanto, o sobrepeso e a obesidade serão fatores determinantes para maior dependência no que se refere a realização de tarefas simples do dia a dia;
A restrição da mobilidade oferece maiores riscos de queda. Idosos que já enfrentam dificuldades de locomoção podem encontrar ainda mais desafios se forem obesos, e qualquer incidente pode ter uma recuperação mais difícil.
Se você já chegou aos cinquenta anos em situação de sobrepeso, agora talvez seja o momento de decidir sobre como conduzir sua saúde daqui em diante.

1. Conscientização
A conscientização sobre saúde é o primeiro passo. Antes de qualquer mudança efetiva na rotina ou na alimentação. Enxergar como quer viver o seu futuro aos 60, 70, 80 e quem sabe, 90 anos pode te fazer dar o primeiro passo em direção as novas escolhas;
Mudar seus hábitos alimentares e de atividade física com o passar do tempo. A conscientização sobre saúde, o consumo de refeições menores e menos calóricas, além do aumento na atividade física leve, como caminhadas, são fatores que contribuem para a manutenção ou redução do peso.
2. Mudança nos hábitos
Passar a fazer melhores escolhas é o 1º hábito a ser modificado; Consumir conteúdo que te ajude a ter consciência sobre os efeitos benéficos da mudança que você busca;
2º hábito: Consumir alimentos “descascáveis”, ou seja, priorizar o consumo de frutas, vegetais, legumes. Quanto mais naturais, melhor;
3º hábito: atividade física: Serviço de casa não é atividade física, assim como cuidar de netos também não. Ir ao mercado, à feira também não são atividades físicas. Essas atividades demonstram que você tem uma vida ativa, mas não oferecem os benefícios de exercícios feitos com intenção. A prática de atividade física traz benefícios para o corpo e para a mente; e, porque não dizer, para o espírito também, pois nosso corpo é o nosso templo e cuidar deste templo, nos tornará espiritualmente melhores e mais conectadas. Você ainda pode ouvir suas orações enquanto pratica.
Os exercícios ajudam a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e osteoporose. Eles também auxiliam no controle do colesterol e da pressão arterial; estimulam a liberação de endorfina, promovendo bem-estar e reduzindo sintomas de depressão e ansiedade, condições muito comuns em pessoas idosas. Além disso, melhora a qualidade do sono e a memória.
Não podemos deixar de citar que também contribui muito com a melhora do equilíbrio e manutenção de uma boa coordenação motora, servindo como grande aliado na prevenção de quedas e melhor recuperação quando isso ocorre.
4º hábito: buscar autonomia mental: É natural nosso raciocínio se perder diante das novidades tecnológicas, ou assuntos da atualidade. Por isso, manter-se atualizada, estudando ou lendo sobre diversos assuntos, assistir documentários sobre temas diversos nos manterá capazes de frequentar ambientes nos quais poderemos participar de conversas e discussões, de forma coerente e contribuindo com o nosso raciocínio, privilegiado pela experiência de vida que já trazemos naturalmente. Se esconder atrás de roupas largas e conforto do sofá só nos levará a ser submetidas a tratamentos desrespeitosos.
3. Autoconhecimento e autovalorização
Quando envelhecemos, naturalmente os mais jovens começam a desconsiderar nossa presença e nossas opiniões acerca de coisas sobre nós mesmas. É importante ter uma mente ativa e saudável e sempre buscar meios de autoconhecer-se em todas as fases da vida, na maturidade, mais ainda. Isso nos ajudará a manter uma boa autoestima e uma força interna ativa que nos manterá atentas as nossas próprias escolhas; nos permitirá ter coragem para tomar as próprias decisões sempre de forma consciente e que nos autopreserve, sem medo de se sentir abandonadas, rejeitadas ou até, lesadas por não nos permitirem tomar nossas próprias decisões. Ajuda psicológica/terapêutica, muita leitura e, se for preciso, um advogado.

A obesidade é uma condição complexa que afeta indivíduos de todas as idades de diferentes formas, e um enfoque preventivo, especialmente na juventude e meia-idade, pode fazer toda a diferença. Para modificar essa condição é preciso tempo, intenção, acompanhamento e uma forte decisão sobre o que você deseja para o seu futuro próximo.
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