
Existem coisas que precisam ser eliminadas para a felicidade entrar
Parece que, de repente, chegou o momento de ser perfeita e não errar mais! Quando chegamos na maturidade, parece que devemos sempre saber o que estamos fazendo e o porque fazemos. Esperam de nós, sabedoria e acerto. E, muitas vezes, podemos nos sentir exaustas por não cumprir com os requisitos estabelecidos, não por nós, mas pela sociedade.
A boa notícia é que temos liberdade de ser quem somos. Aos 50 anos, já podemos nos dar o direito de viver a vida de um jeito mais leve, mais espontâneo. Mais livre; mais sábio. Um jeito mais completo. Não que antes não nos fosse possível, mas é que ficamos presas às condições e expectativas dos outros em relação ao que devemos ser e como devemos nos comportar.
Parece que quando chegamos a essa idade, um véu sai dos olhos, algumas correntes invisíveis se abrem e, depois de tantas tempestades atravessadas, sentimos que é hora de colher os frutos da maturidade e viver uma felicidade que não depende de circunstâncias externas — mas de nós mesmas.
Se você sente que essa felicidade parece impossível, talvez esteja carregando pesos que já não fazem mais sentido.

Segundo a Dra. Ana Beatriz Barros, psiquiatra, palestrante e escritora brasileira, há pelo menos oito coisas específicas que, ao serem deixadas para trás, abrem espaço para uma vida mais plena e verdadeira.
Aprenda agora, algumas estratégias para eliminá-las.
1- Pare de querer agradar a todos e buscar aprovação.

Durante décadas, talvez você tenha acreditado que seu valor estava em servir, em ser útil e em ser aceita. Mas agora é tempo de perceber que isso não te traz satisfação nem felicidade duradoura, ao contrário, esse padrão de comportamento leva ao esgotamento.
A felicidade do outro não é sua responsabilidade. Você está lidando com pessoas adultas. Liberte-se da codependência emocional e da necessidade de ser vista como “boazinha”.
Ser verdadeira é infinitamente mais libertador. E tá tudo bem não agradar todo mundo. E tá tudo bem nem todos gostarem de você. Acima de tudo, você deve gostar de si mesma.
Felicidade é ação, movimento, atitude. Tentar agradar a todos é uma forma constante de buscar migalhas de atenção.
Uma dose saudável de egoísmo nos ajuda a ter mais felicidade.
2- Não se compare com quem você foi.
A juventude passa. Quanto antes aceitarmos essa verdade, mais facil será viver plenamente a maturidade.

Aprenda a se reconhecer nessa nova fase: seu novo corpo, seu novo ritmo, seu novo olhar sobre a vida. São descobertas que exigem um certo esforço da nossa parte. Entender as mudanças físicas, psicológicas e comportamentais contribuirão para uma maturidade emocional mais elaborada.
Ao invés de se lamentar pelo que mudou, celebre suas conquistas não materiais como os vínculos que construiu, os desafios que superou e os valores que cultivou. Você é mais do que aparência — você é história viva, e cada linha do seu corpo fala sobre o que você construiu.
3- Elimine mágoas e ressentimentos
Mágoas são como ferrugem na alma. Quando amamos, amamos todos os dias. Quando odiamos, também odiamos todos os dias — e esse sentimento nos corrói por dentro.
Mario Sérgio Cortella diz que ” a mágoa é uma certeza dolorida que ocupa as nossas entranhas e, por isso, tende a permanecer conosco ao longo do tempo”. Um fardo pesado do qual precisamos nos aliviar. Deixar para trás para poder viver o presente com alegria.
Perdoar não é esquecer, é se libertar. É deixar de carregar o peso do que não pode ser mudado. E aqui está a verdade única: não podemos mudar o passado e a leveza começa quando você escolhe não alimentar o rancor.
Treine seu coração diariamente. Freie os pensamentos que alimentam o ressentimento, mude a direção, foque no agradável, nas flores, no céu, no agora. Na gratidão.
4- Perdoe a si mesma
Você fez o melhor que podia com o que sabia na época. Errou? Sim. Todos erram. Mas continuar se punindo não muda o passado — só impede que você viva o presente com plenitude.
É possível que em muitas das situações, você, de fato, não tenha culpa. Infelizmente muitas das coisas da vida, só aprendemos vivendo. Agora é um novo momento. As vezes, ficamos perdidas, buscando sem saber como reencontrar nossa essência, mas o autojulgamento não vai contribuir para construir essa nova história. A vida é feita de ciclos. Agora é tempo de iniciar um novo capítulo.
Aceitar nossa humanidade; Abraçar as nossas imperfeições; O autoperdão é o primeiro passo para a verdadeira paz interior.
5- Elimine a falta de propósito
Talvez você tenha vivido décadas atendendo às demandas externas: filhos, trabalho, família, sociedade. Sempre servindo e atendendo aos anseios dos que estavam à sua volta. Os filhos cresceram, o trabalho não é mais o mesmo. E agora?
Se você sente um vazio, talvez você esteja vivendo uma crise de sentido. Ela se manifesta como uma sensação de que nada vale a pena, e te leva a uma incapacidade de encontrar motivação, certa dificuldade em tomar decisões e um sentimento de não pertencer a lugar algum.
Foque em pequenas ações. Pense que o futuro é o dia seguinte. Viver o hoje com sabedoria, tranquilidade e paz de espírito em busca de chegar a esse futuro tão próximo com satisfação. Ao invés de tentar encontrar um propósito grandioso, concentre-se em pequenas ações que trarão um senso de realização diário.
Comece pequeno. Um hobby, uma causa, um projeto pessoal, um projeto social.
Pergunte-se: o que me faz vibrar? O que me dá alegria genuína? O que eu realmente quero fazer, sem que tenha que explicar para ninguém o porquê disso.
A vida ganha cor quando você vive por algo que te representa. Não pelo outro, mas por si mesma. Elimine o pensamento de servidão e cultive o pensamento de autossatisfação.
6- Diga adeus ao isolamento
Isolamento pode parecer algo muito confortável. Principalmente se você viveu muitos anos servindo família, amigos, trabalho. Algumas de nós sentem alívio por estar só, sem demandas externas. Porém, essa situação não deve perdurar.

Marcos Lacerda, psicólogo, professor e escritor, conhecido pelo canal no YouTube “Nós da Questão”, destaca que “a solidão pode ser causada por medos e dificuldades de conexão, sendo uma experiência que pode levar ao isolamento e até afetar a saúde física, mas que pode ser superada ao nos abrirmos para os outros, buscarmos autoconhecimento e valorizarmos as pessoas ao nosso redor”.
Somos seres sociais, e precisamos viver em sociedade porque é uma necessidade natural para a sobrevivência, o desenvolvimento contínuo e o bem-estar físico e psicológico.
A interação social permite satisfazer necessidades materiais, além de promover o desenvolvimento da identidade, a organização da vida coletiva e a busca pela felicidade e realização. A maturidade, contudo, nos fornece conhecimento e experiência que contribuem para que encontremos conexões genuínas e que façam sentido.
Aquele café da tarde com amiga ou primas. Relembrar momentos, rir de situações que ficaram na história. Manter uma rotina de encontros para simplesmente jogar conversa fora, dão ao tempo, um valor inestimável.
Esteja com pessoas que te inspirem, que te escutem, que te façam rir. Cultive amizades sinceras e não tenha medo de se livrar de pessoas tóxicas. Esse é o momento de ser livre, não de ser só.
Conexões genuínas são alimento para a alma e o tempo, agora, é o que você deve aproveitar com mais afinco.
7- Abandone o sedentarismo

O corpo é a casa da alma. Esqueça a preguiça, não se deixe vencer pela comodidade. Dance, corra, caminhe. Não basta se ocupar com os afazeres de casa. É preciso criar uma rotina de exercícios. Prepare-se para este momento. Escolha a roupa, seus acessórios como garrafa de água, fones de ouvido; especifique quanto tempo vai dedicar diariamente a essa função. Selecione o que vai ouvir enquanto pratica a atividade que escolheu. Viva este momento com gratidão e intenção.
O corpo precisa de movimento para se manter vivo, forte e saudável. Não pense nisso como uma tortura. Pense como um presente que está dando a si mesma.
A energia surge, a alegria chega e, quando menos espera, os exercícios já estarão incorporado à sua rotina.
8- Deixe a rigidez mental para trás

A rigidez mental é a manifestação de uma resistência em alterar padrões de pensamento, crenças e comportamentos, mesmo quando necessário.
É preciso deixar a melancolia de lado e manifestar alegria em viver o dia de hoje, com todas as suas alterações, novidades e dificuldades.
A vida muda. O mundo muda o tempo todo e de maneira muito rápida. Não é preciso ser uma pessoa bem-informada e ligada em assuntos tecnológicos, mas é importante valorizar as coisas novas que surgem, apreciá-las. Enxergar o quão grandioso é, estar vivendo o momento atual e participando do que acontece no mundo.
Resistir às transformações é um medo manifestado, e isso só gera sofrimento. Abrir-se para o novo é um ato de coragem e sabedoria.
E você também pode mudar.
Experimente coisas diferentes. Aprenda algo novo. Questione velhas certezas. A flexibilidade mental é o segredo para envelhecer com leveza.
Para concluir, deixe um legado
Não precisa ser grandioso. Seu legado pode estar nas vidas que você tocou, nos gestos de carinho, nas palavras que confortaram alguém. Cada ato de amor é uma semente que floresce no tempo. Você já é parte da história de alguém. E isso é muito precioso. Seja feliz!

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