
Falta de empatia, discussões frequentes, humilhações sem sentido, busca constante por atenção e dificuldades em receber e lidar com críticas… comportamentos comuns à pessoas com excessivo amor próprio e vaidade extrema. Pessoas narcisistas.
Essas são algumas das situações nas quais, muitas vezes, mães e avós se encontram e têm muita dificuldade em sair.
A convivência com filhos e netos narcisistas pode ser extremamente desafiadora, principalmente quando há manipulação, muitas vezes até sem que tenhamos noção de que estamos vivendo dentro dessa situação.
A fim de ajudar pessoas comuns a identificarem se estão convivendo com pessoas narcisistas, especialistas destacam as principais características que podem identificar uma pessoa com este transtorno: São elas:
- Falta de empatia: Narcisistas têm dificuldade em se colocar no lugar dos outros, o que pode dificultar a comunicação e a compreensão entre mães e filhos(as); avós e netos(as);
- Preocupação excessiva com a própria imagem: Eles buscam constantemente a admiração e o reconhecimento dos outros, o que pode levar a comportamentos manipulativos, inclusive podem exagerar em condições de doença a fim de querer chamar atenção de todos para si;
- Sensibilidade a críticas: Narcisistas são extremamente sensíveis a críticas, e, quando isso inevitavelmente ocorre, pode levar a reações agressivas e abusivas, ou a tentativas de isolamento, o chamado “tratamento de silêncio”, ou seja, eles passam dias e até semanas sem falar com você, como forma de castigo;
- Criam conflitos sem motivo aparente: Narcisistas criam situações conflituosas nas quais tendem a se defender e se colocar em papel de vítimas e a culpabilizar os outros.
- Dificuldade em respeitar limites: Eles tem muita dificuldade em reconhecer e respeitar os limites dos outros, e colocam os seus próprios interesses sempre em primeiro lugar; culpabilizar o outro é unha atitude frequente;
Não é nenhum pouco fácil lidar com pessoas narcisistas e, em caso de filhos e netos, tende a ser mais complicado ainda, pois, a manipulação pode ser uma das prisões mais difíceis de se libertar, no entanto, especialistas indicam algumas atitudes que podemos tomar a fim de conduzir de forma menos prejudicial à nossa saúde mental:

- Estabelecer limites:É importante definir limites claros e comunicá-los de forma assertiva, evitando entrar em discussões ou se deixar manipular; evitar culpar-se;
- Priorizar o autocuidado:É fundamental cuidar da própria saúde emocional, buscando apoio em amigos, familiares ou profissionais de saúde mental.
- Comunicar de forma clara e objetiva:Evitar generalizações, críticas pessoais ou reações emocionais, focando nos comportamentos e nas consequências.
- Buscar apoio profissional:Se a situação for muito difícil, buscar apoio de um psicólogo ou terapeuta familiar pode ser útil.
Considerações importantes:
- Não se culpar:Não é responsabilidade dos avós “curar” o transtorno de personalidade dos filhos ou netos.
- Priorizar a própria saúde mental:A saúde emocional dos avós é tão importante quanto a dos demais.
- Reconhecer que o narcisismo é um transtorno de personalidade:Nem sempre é possível mudar o comportamento de uma pessoa narcisista. Aceite isso.
- Buscar estratégias para lidar com a situação:Adaptar a comunicação, estabelecer limites e buscar apoio profissional são caminhos importantes.
Lidar com a presença do narcisismo na família pode ser um desafio, mas é importante lembrar que os avós não estão sozinhos e que existem recursos e estratégias que podem ajudar a lidar com a situação e preservar o bem-estar emocional.
Busque ajuda profissional se estiver sentindo-se em situação vulnerável.
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